"Intérpretes Oficiais"
Abílio Martins
Apesar de ser um verdadeiro cigano no carnaval, a origem carnavalesca do cantor natural de Madureira é o Império Serrano desde sua fundação em 1947, devido a sua aproximação com os compositores da Serrinha. Era sobrinho de Mano Décio da Viola. Na infância, desfilava na Ala dos Periquitos, assim como sua mãe, dona Irene, integrante da Ala das Baianas. Depois de uma passagem pela Ala dos Jogados Fora, tornou-se solista imperiano. É autor do samba-enredo "Exaltação ao Brasil holandês", parceria com Chocolate do Salgueiro e Mano Décio, para o carnaval de 1959. Também foi um dos intérpretes do Império Serrano naquele ano, iniciando naquele 1959 sua trajetória como puxador de samba-enredo.
1959-1963
Jorge Goulart
Jorge Goulart, nascido Jorge Neves Bastos, (Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 1926 - Rio de Janeiro, 17 de março de 2012) foi um cantor brasileiro.
1965
Jorge Goulart e Silas de Andrade
Colaborou por seis anos com o Império Serrano. Puxava seus sambas só com o megafone, dispensando quaisquer pagamentos em favor da mesma e contribuindo para a divulgação dos compositores do morro. Fez o mesmo na Imperatriz Leopoldinense e na Unidos de Vila Isabel.
1966-1968
Silas de Andrade
Foi assim, ouvindo e admirando grandes nomes da nossa poesia popular, como Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola, Aloísio Machado, Antonio Damasceno, Malaquias e outros, que começou a compor e a cantar. Incentivado por amigos, em 1966, e após ser sabatinado pelos bambas já citados, conseguiu ingressar, na ala dos compositores do G.R.E.S. Império Serrano, onde por sua pouca idade (contava apenas 22 anos e era o componente mais jovem da ala) e modéstia, seus companheiros o chamavam carinhosamente de Silinhas ou Silas II ( em alusão ao já então famoso, Silas de Oliveira).
1969-1970
Roberto Ribeiro
Dermeval Miranda Maciel, mais conhecido como Roberto Ribeiro (Campos dos Goytacazes, 20 de julho de 1940 - Rio de Janeiro, 8 de janeiro de 1996) foi um cantor e puxador de samba-enredo brasileiro. Sambista do Império Serrano, Roberto Ribeiro construiu uma respeitável carreira de intérprete e compositor desde a segunda metade da década de 1960.
1971
Marlene e Abílio Martins
Marlene, nome artístico de Victória Bonaiuti Delfino dos Santos, nascida Bonaiuti de Martino (São Paulo, 22 de novembro de 1922 - Rio de Janeiro, 13 de junho de 2014), foi uma cantora e atriz brasileira. Foi casada com o ator Luís Delfino.
1972
Marlene
Em 1972, o Império Serrano contratou uma legendária cantora da época de ouro do rádio. Marlene (Vitória Bonaiutti De Martino, 1924-2014 - foto acima) havia participado em 1968 do show Carnavália, uma antologia do carnaval, com a participação de Eneida de Moraes, Blecaute, Nuno Roland e Índio e seu Conjunto. No ano seguinte, recebeu o Troféu Carmem Miranda, criado para premiar os melhores intérpretes de carnaval nos concursos promovidos pelo Museu da Imagem e do Som e patrocinados pela TV Tupi e Secretaria de Turismo do Rio de Janeiro. Para cantar "Alô, alô, taí Carmem Miranda", a verde e branco da Serrinha não pôde contar com Roberto Ribeiro, que tinha se afastado da escola. Marlene não se intimidou e conduziu com maestria a escola, ajudando o Império a conquistar o título daquele ano (na foto abaixo, ela canta o samba no desfile campeão de 1972 ao lado de Abílio Martins). A cantora repetiria a dose em 1973, com "Viagem fantástica Pindorama a dentro". Também passou pela Vila Isabel em 1975.
1973
Abílio Martins e Roberto Ribeiro
1974
Roberto Ribeiro
Dermeval Miranda Maciel, mais conhecido como Roberto Ribeiro (Campos dos Goytacazes, 20 de julho de 1940 - Rio de Janeiro, 8 de janeiro de 1996) foi um cantor e puxador de samba-enredo brasileiro. Sambista do Império Serrano, Roberto Ribeiro construiu uma respeitável carreira de intérprete e compositor desde a segunda metade da década de 1960.
1975-1979
Roberto Ribeiro e Darcy Maravilha
Após vencer alguns sambas no bloco, Darcy tornou-se o intérprete oficial dos Boêmios, levando para a avenida sua voz e simpatia, conquistando admiradores. Após esse aprendizado, foi convidado a ingressar na ala de compositores do Império Serrano. Logo na estreia, sem assinar, venceu a disputa na verde e branco para o carnaval de 1980, sendo inclusive convidado pelo presidente da escola da Serrinha para gravar o disco (até agora seu único registro em um disco de samba enredo) e interpretá-lo na Marquês de Sapucaí ao lado do titularíssimo no posto, o mítico cantor Roberto Ribeiro.
1980
Roberto Ribeiro e Abílio Martins
1981
Quinzinho
Quinzinho foi um dos grandes intérpretes surgidos na década de 80. Muito parecido fisicamente com Martinho da Vila, defendeu por quase uma década os sambas da Império Serrano. Seu primeiro registro de voz está no disco do Grupo A de 1980, cantando o samba "É a maior", pela Caprichosos de Pilares. Já naquela época, entoava seu grito de empolgação "riiibaa", que se tornou sua marca registrada. Quinzinho também sempre teve a característica de puxar, em média, mais de uma escola por ano.
1982-1983
Ney Vianna
Quem via aquele negro alto, magro, de bigode e com uma voz grave e levemente anasalada empunhando um microfone não tinha dúvidas de que se tratava de um dos mais talentosos intérpretes de samba enredo da história do Rio. Ney Vianna é daqueles que viveu a transição do "puxador de samba" para "intérprete". Ele começou a cantar no final da década de 60, na tradicional Em Cima da Hora, do bairro de Cavalcante.
1984
Quinzinho
1985-1988
Silvinho da Portela
Silvinho fez seu último desfile na Portela ocorreu em 1986. Já planejava a aposentadoria quando a diretoria do Império Serrano o convidou para novamente cantar um samba na avenida. Junto com Paulo Samara (ex-puxador do Arranco) Silvinho interpretou "Jorge Amado, axé Brasil".
1989
Tico do Gato
Nos anos 2000, Tico do Gato ressurge na então recém-criada Independente da Praça da Bandeira (atual Independente de São João de Meriti). Juntamente com Leléu, assume o microfone da escola nos carnavais de 2003, 2004 e 2005. Em 2006, é contratado pela Unidos da Ponte, quando a escola reeditou "Da cor do pecado", originalmente levado à Sapucaí no ano de 1992, pelo então Grupo 1-B. Em 2008, aproveitando sua formação em Comunicação Social, teve uma experiência como diretor de Comunicação e Marketing na Inocentes de Belford Roxo. No mesmo ano, Tico do Gato foi vencedor na disputa de samba da Mocidade Independente de Vicente de Carvalho. Em 2009, integra o grupo de apoio de Dominguinhos do Estácio, na Inocentes de Belford Roxo. Foi bicampeão de samba-enredo no Império Serrano em 2017 e 2018.
1990-1991
Roger da Fazenda
1992-1995
Jorginho do Império
Estreou defendendo um dos mais bonitos sambas da década de 90, "Verás que um filho teu não foge à luta", em homenagem ao sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. O belo desfile deu à verde-e-branco da Serrinha a sexta colocação no carnaval de 1996. No ano seguinte, Jorginho voltou novamente ao carro de som a escola. Porém, a escola não foi bem sucedida com o discutido "O mundo dos sonhos de Beto Carreiro" e amargou o rebaixamento para o Grupo A. Jorginho do Império se afastou durante um ano e retornou em 1999, para puxar o samba "Uma rua chamada Brasil".
1996-1997
Carlinhos da Paz
Carlinhos chegou ao Império por acaso. Em 1988, foi cantar o samba de um bloco afilhado na quadra da verde e branco e Madureira. A diretoria viu, ouviu e gostou, e o chamou para cantar na escola. Entretanto, o puxador só foi para a Marquês de Sapucaí em 1994, depois de ter um samba de sua autoria defendido por ele na quadra. A final do samba nesse ano, que tinha o enredo "Uma festa brasileira", foi histórica e, na avaliação de Carlinhos, "uma loucura". "O samba acabou de ser cantado às 9 e meia da manhã, e eu só consegui sair da quadra às 2 da tarde... Eu estava vestido de seda branca e cheguei lá fora preto!", diverte-se.
1998
Jorginho do Império
1999
Carlinhos da Paz
Nos anos seguintes, sempre na Serrinha, ficou no apoio de puxadores como Roger da Fazenda e Jorginho do Império. Em 98, teve sua grande chance: foi convidado para assumir o microfone principal do Império, que tinha sido rebaixado para o Grupo A. Com o enredo "Sou o ouro negro da Mãe África", Carlinhos da Paz cantou o samba campeão, levando a escola de volta ao Grupo Especial.
2000-2002
Wantuir
Wantuir estreou como puxador oficial na Acadêmicos do Cubango, em 1994, no Grupo A. No ano seguinte, foi convidado a ingressar na Unidos do Porto da Pedra e sagrou-se campeão do Grupo A, conduzindo a emergente escola de São Gonçalo para o Grupo Especial. Após três anos na Porto da Pedra, entrou para o primeiro time dos intérpretes. Passou também pela Tradição, Unidos da Tijuca, Império Serrano em 2003 novamente, Unidos da Tijuca. Em 1999, teve uma experiência no carnaval de São Paulo, ao puxar o samba da Vai-Vai e conquistar o bicampeonato pela agremiação paulista. Também integrou o projeto Puxadores de Samba, com Dominguinhos do Estácio, Jackson Martins, Preto Jóia e Serginho do Porto, em 2000.
2003
Nêgo
Nêgo trocou Caxias pelo Salgueiro em 2001. Ele vinha defendendo o samba de autoria de Augusto, José Carlos da Saara e Rocco Filho durante as eliminatórias. Ao vencer a disputa, Nêgo foi convidado pela diretoria da escola a permanecer na agremiação e cantar "Salgueiro no Mar de Xarayés, é Pantanal, é carnaval". Repetiu a dose em 2002 até retornar à Unidos da Tijuca em 2003. Suas elogiadas performances renderam o convite para puxar "Aquarela Brasileira", que o Império Serrano resolveu reeditar em 2004. Nêgo não pensou duas vezes e agarrou a preciosa chance com as duas mãos. Manteve-se no Império Serrano até o carnaval de 2007, deixando a escola em função de desacertos financeiros. Após defender a Viradouro em 2008, foi demitido da escola por não comparecer na gravação do samba-enredo para o CD oficial de 2009.
2004-2007
Gonzaguinha
O prata da casa Gonzaguinha foi a voz principal do Império Serrano pelo Grupo A no carnaval de 2008, após a saída de Nêgo. Com a volta deste em outubro de 2008, passou a dividir o microfone principal com o irmão de Neguinho de Beija-Flor.
2008
Nêgo
Poucos dias depois, Nêgo acertou seu retorno ao Império Serrano, onde defendeu a reedição do samba "Lendas das Sereias, Mistérios do Mar". A escola foi rebaixada no Grupo Especial e o intérprete se desligou novamente da agremiação. Em 2010, dividiu com David do Pandeiro o microfone oficial da Mocidade. Também em 2010, fez expedientes nos carnavais da Região Sul, defendendo a União da Ilha da Magia em Florianópolis e integrando o carro de som da União da Vila do IAPI em Porto Alegre. Com a saída de David do Pandeiro, foi o titular no carro de som da Mocidade a partir de 2011, ao lado de Rixxa. Após o desfile, deixou Padre Miguel e acertou com a Unidos de Vila Maria, em São Paulo. Poderia defender também o Império Serrano no Acesso, mas a escola paulistana não o liberou por coincidência na data da apresentação das duas agremiações.
2009
Cremilson Silva, Jovaci, Bira Silva e André Moreno
Logo após a escolha do samba do Império Serrano para 2010, a diretoria da escola desligou Anderson Paz e decidiu apostar nos talentos que têm em casa: Bira Silva, André Moreno, Clemilson Silva e Jovaci, os quatros experientes na função, e na agremiação há alguns anos.
2010
Carlinhos da Paz e Vítor Cunha
Em 2000, novamente o Império estava no Grupo A. E novamente Carlinhos da Paz era o puxador principal. Resultado: Império campeão, com "Os canhões de Guararapes". Em 2001, o intérprete conduziu "O rio corre pro mar", belíssimo samba que conquistou o Estandarte de Ouro naquele ano. O último ano de Carlinhos da Paz como intérprete principal na Império Serrano foi em 2002. Desde então, Carlinhos da Paz se dedica a gravar e a defender sambas nas disputas e cantar sambas em outras cidades durante o carnaval. Em 2011, voltou no Império como apoio do próprio filho Vitor Cunha no carro de som.
2011
Freddy Vianna e Tiãozinho Cruz
Tiãozinho viveu os dois últimos bons momentos da Em Cima da Hora no carnaval - nos desfiles de 1999 e 2000. Após um período defendendo sambas nas disputas internas das escolas, retornou à Sapucaí em 2002, com o reerguimento da União de Jacarepaguá, conduzindo o elogiado samba "Asas, sonhos de muitos, privilégio de poucos e tecnologia de todos". O cantor esteve à frente da Acadêmicos do Cubango de 2004 a 2008, e retornou à agremiação niteroiense em 2010, saindo logo após o carnaval. Durante 2004, na época das eliminatórias, defendeu com maestria o samba-enredo que a Imperatriz levaria para o carnaval 2005. Em 2011, voltou à Em Cima da Hora, onde o intérprete é tão querido pela comunidade. Em 2012, foi a principal voz do Império Serrano ao lado de Freddy Vianna. No ano seguinte, defendeu a Unidos de Vila Santa Tereza na Série Ouro. De volta à União de Jacarepaguá depois de 13 anos, foi o cantor principal da União de Jacarepaguá na Intendente de 2015 a 2017. Em 2019, defenderá a escola estreante Guerreiros de Jacarepaguá.
2012
Freddy Vianna
Frederico Santos Vianna, mais conhecido como Freddy Vianna (Belo Horizonte, 1977) é um intérprete de samba-enredo, com passagens em escolas de samba de São Paulo. que atualmente defende as escolas de samba Mancha Verde e Império Serrano.
2013
Clóvis Pê
Clovis Peçanha de Azevedo, após deixar a Mocidade Alegre, Clóvis Pê acertou com o Império Serrano para 2014. Assinou também com a Vila Maria no mesmo ano. Com a volta da escola à elite do Carnaval paulistano em 2015, deixou o Império Serrano e seguiu como cantor oficial da Unidos de Vila Maria até 2017. Em 2018, voltou à Mangueira como apoio no carro de som.
2014
Cremilson Silva, Alex Ribeiro e Arlindo Neto
Arlindo Neto (também conhecido como Arlindinho). Em 2012, compôs o samba-enredo Dona Ivone Lara: O enredo do meu samba, em homenagem a Dona Ivone Lara, pela escola de samba Império Serrano.
2015
Pixulé
Em 2000, com o rebaixamento da Leão para o Grupo B, Pixulé foi contratado pela emergente Inocentes de Belford Roxo, que estreava no Grupo A. Retornou à sua escola de origem no ano seguinte, onde permaneceu por mais três carnavais. Em 2005, 2007 e 2008, o intérprete foi a voz oficial da Alegria da Zona Sul. Pixulé também foi apoio de Gilsinho na Portela em 2006 e 2007. Foi intérprete oficial da Império da Tijuca de 2009 a 2015 e também foi apoio de Bruno Ribas na Unidos da Tijuca, no Grupo Especial. Em 2016, comandou o carro de som do Império Serrano e desde 2017 está na Unidos de Padre Miguel. Em 2018, reforçará a Barroca Zona Sul em São Paulo.
2016
Marquinho Art'Samba
pós três anos na Porto da Pedra, pensou em parar ao ver a ascensão dos intérpretes mais jovens. Então surgiu a oportunidade de ser primeiro intérprete na Unidos de Padre Miguel. Comandou a vermelho-e-branco da Vila Vintém de 2013 a 2015. Em 2015, voltou a cantar junto com Bruno Ribas na Mocidade. Em 2016, estreou como titular numa escola do Grupo Especial, como cantor oficial da Imperatriz Leopoldinense. Em 2017, puxou o Império Serrano e foi campeão da Série A, seguindo na verde-e-branco no Grupo Especial em 2018. A partir de 2019, será intérprete oficial da Estação Primeira de Mangueira.
2017-2018
Silas Leléu
Silas Malheiros, o Leléu foi promovido a intérprete oficial do Reizinho de Madureira. O cantor que estava na Acadêmicos da Rocinha, já integrava o carro de som do Grêmio Recreativo Escola de Samba Império Serrano.
Ele desfilou ao lado de Marquinhos Art'Samba e por sua capacidade musical acabou conquistando o posto. Leléu traz seu talento para comandar o canto da verde e branco da Serrinha, juntamente com os demais integrantes do departamento musical. A diretoria e demais segmentos da família imperiana deseja muito sucesso nessa nova empreitada rumo ao próximo desfile oficial.
2019/2020
Nêgo
Começou como apoio do irmão na Beija-Flor em 1981, quando também foi ganhador do samba-enredo junto com Dicró, Picolé e Neguinho. Em 1983, Nego e Neguinho venceram novamente com o enredo "A grande constelação das estrelas negras" (enredo de Joãozinho Trinta), quando a escola de Nilópolis foi campeã pela quinta vez. Nêgo e Neguinho também assinaram o samba de 1984 ("O Gigante em Berço Esplêndio"). Em 1985 fez um teste na Unidos da Tijuca com 48 pessoas, onde foi escolhido cantor oficial da escola. No ano de 1986 iniciou a carreira como intérprete oficial com o samba Cama, mesa e banho de gato na Unidos da Tijuca. Em 1987, o presidente da escola, Fernando Horta, o colocou para fazer aula de canto com a professora Dona Filinha, também professora do grande radialista Rubens Confete e de vários outros cantores do mundo da música. Nêgo também compôs os sambas da Tijuca em 1988, 1989 e 1990. Já em 1991, ganhou seu primeiro Estandarte de Ouro com o enredo "Tá na mesa Brasil".
Nêgo em 2016 se preparando para cantar para o Leão de Nova Iguaçu, na Estrada Intendente Magalhães.
Em 1993, estreou como intérprete oficial da Grande Rio, sendo um dos autores de "No Mundo da Lua". Em 1994 ganhou seu segundo Estandarte de Ouro, prêmio que voltou a conquistar em 1999. Ainda em 1999, gravou seu primeiro CD solo, Amor sem limites. Entre 2001 e 2002, foi intérprete do Salgueiro. Em 2003 retornou à Unidos da Tijuca, onde ganhou o Estandarte de Ouro, desta vez como Melhor Samba-Enredo. No ano seguinte foi para o Império Serrano, quando cantou o clássico Aquarela Brasileira que foi reeditado pela escola. Foi o ano no qual ganhou seu 4° Estandarte de Ouro de Melhor Intérprete. Voltou a vencer o Estandarte em 2006, sendo este o quinto de sua carreira, tornando-se o maior ganhador na categoria. Ainda em 2006, foi também intérprete da escola de samba Ilha da Mar duque, de Uruguaiana.
Em 2008, transferiu-se para Viradouro, onde substituiu Dominguinhos do Estácio. Em 2009 retornou como intérprete oficial do Império Serrano cantando outro samba clássico da Serrinha: "Lenda das Sereias, Rainha do Mar", apresentado naquele ano com outro título ("A Lenda das Sereias e os Mistérios do Mar").
Em 2010 e 2011, foi intérprete da Mocidade. Em 2012, Nêgo foi para São Paulo comandar o carro de som da Vila Maria. Em 2013, retornou ao Império Serrano e chegou a gravar o samba-enredo da escola no CD oficial, mas pouco antes do desfile deixou a Serrinha ao ser contratado pela Grande Rio para cantar ao lado de Emerson Dias, uma vez que ele fez uma participação na faixa da escola de Caxias no CD do Grupo Especial. Depois do carnaval, foi a Manaus para homenagear o lutador de MMA (José Aldo) na escola de samba Unidos do Alvorada e subiu as montanhas, mas especificamente a Nova Friburgo, defender a Village no Samba, aonde foi campeão do carnaval. Na sequência, viajou para Alegrete para desfilar no Nós Os Ritmistas. Em 2015, foi interprete oficial da Imperatriz, deixando a escola a poucos meses da final de samba-enredo para 2016. Ainda em 2016, Nêgo foi convidado pela direção da Leão de Nova Iguaçu para retornar a agremiação onde deu seus primeiros passos no mundo do samba e consequentemente estreando nos desfiles realizados na Intendente Magalhães.
No ano de 2018, o consagrado intérprete atuou pela Acadêmicos do Sossego no Rio de Janeiro e no Camisa Verde e Branco em São Paulo. Já em 2020, retorna a Sossego, a princípio para dividir o microfone principal com Guto, mas no desfile oficial comandou sozinho o carro de som da escola de Niterói. Em 2021, é anunciado o seu retorno ao Império Serrano após sete anos.
